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Jato, um mundo a parte



            Os jatos são a atual fronteira tecnológica do aeromodelismo, tudo o que há de melhor e mais moderno está neles. E não é para menos, pois voam a grandes velocidades, e suas turbinas trabalham em altíssima rotação e temperatura. Todo cuidado é pouco quando estas máquinas estão voando, mas isso é compensado com seu realismo e o cheiro de querosene queimado que é exalado a cada rasante.




            Geralmente estes modelos são feitos em fibras e mais alguns materiais, que juntos oferecem a resistência necessária para suportar as altas cargas quando em voo. Seu acabamento, na maioria das vezes, é tão liso que o atrito com o ar é mínimo.

            A principal diferença desta categoria de aeromodelos para os motores à pistão é o retardo (ou demora) na aceleração, ou seja, entre o piloto colocar o stick na posição “full motor” e a turbina chegar na rotação máxima existe um tempo próximo a 5s; por isso o piloto deve ser preciso nos movimentos, principalmente no pouso.




            Apesar de possuir potência de sobra, capaz de levar o modelo a altas velocidades rapidamente, a carga alar (peso do modelo dividido pela área de asa) é alta, o que exige um voo mais rápido.

            Você pode pensar que um modelo que voa rápido também pousa rápido, mas isso pode não ser verdade. Alguns jatos são tão bem projetados e construídos, com flaps e freios aerodinâmicos, que mesmo estando entre os mais rápidos da categoria pousam com velocidade semelhante a modelos à pistão.





            Antigamente sua turbina utilizava um sistema de partida à gás, e após o correto procedimento era desligado e a turbina passava a funcionar com querosene apenas. Hoje isso já foi superado, e para partir uma turbina é simples, basta movimentar o stick do acelerador algumas vezes para cima e para baixo e ela já inicia funcionando diretamente com querosene.

            Seu combustível é muito semelhante ao utilizado na aviação real: querosene misturado com óleo para turbina na proporção 1:20. Porém a turbina também funciona com diesel [de posto mesmo], mas esse combustível é pouco utilizado.





            Para se iniciar no mundo dos jatos não é apenas comprar um e sair voando. O indicado é fazer os mesmos passos de quando iniciou no aeromodelismo: começar por um treinador, e só após muitos voos partir para os modelos avançados. Pois uma falha aqui pode significar grande prejuízo e até mesmo pessoas feridas. Se o tanque de combustível romper na queda provavelmente ocasionará uma enorme bola de fogo, como em filmes.

            Os jatos estão presentes nas competições escala há um bom tempo, principalmente em nível mundial; e uma recente tendência é a execução de manobras de precisão – como IMAC e F3A – com jatos, o que abre um enorme leque de possibilidades.





            Se você pensa que o jato está limitado a voos monótonos, com manobras básicas e restritas está enganado. Com o advento da vetoração - isto é, o direcionamento do fluxo de ar da turbina – as manobras 3D também chegaram ao mundo do motor à reação. Parafuso chato, tork-roll, hover, entre outras são perfeitamente executadas por modelos com capacidade para tal, que geralmente possuem gyro para garantir uma maior estabilidade.

            Este é outro mundo dentro do aeromodelismo, um mundo onde muitos paradigmas antigos são quebrados, e o principal lema é muito barulho e cheiro de querosene queimado.


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