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Como escolher um receptor




            Já ouvi muitos absurdos sobre receptores, como: só compro o rádio se vier com o receptor original, tal rádio é compatível somente com certo modelo de receptor... Neste artigo você vai aprender o que realmente importa no momento de escolher um receptor, e com isso não vai mais depender de ninguém para isso.





            Primeiro algumas considerações:

            Apesar do mercado estar inundado de marcas e modelos de rádio, alguns deles possuem apenas um modelo de receptor (Rx) compatível. Não é a esses que me refiro no artigo, e sim às marcas com vários modelos de Rx disponíveis para determinado modelo de rádio.

            Pelo fato da frequência 72MHz ter caído em desuso, abordarei somente os rádios 2.4GHz, que dominam o mercado com grande folga.


            Marca

       Apesar de ser um fator de peso no momento da escolha do receptor, a marca do seu Rx não necessariamente precisa ser a marca do rádio transmissor (Tx). Claro que Tx e Rx de mesma marca são mais confiáveis, por isso os recomendo para aviões de maior valor.

            Eu, por exemplo, uso rádio Futaba e tenho mais da metade de meus Rx de outras marcas: Orange e FrSky. E todos funcionam perfeitamente. Mas claro, para modelos maiores e mais caros somente Rx Futaba original.


        Protocolo

            Este é o ponto principal e primeiro item a ser observado. De nada adianta o Rx e o Tx serem de mesma marca, porém com protocolos diferentes. Por exemplo: a Futaba possui seu protocolo principal e mais confiável (consequentemente mais caro) o FASST, e um secundário, o FHSS. Transmissores FASST não são compatíveis com receptores FHSS; por isso de nada adianta ambos serem Futaba.

            E isso vale para todas as marcas que possuem mais de um protocolo de comunicação. Vale lembrar que alguns rádios e receptores são multiprotocolo, ou seja, funcionam com vários outros modelos, porém são poucos. Por exemplo: Rádio Futaba T14SG e receptor FrSky Delta 8.


            Alcance

            Sim !!! Nem todos os receptores possuem o mesmo alcance, ou seja, certos modelos são somente para aeromodelos que voam perto. Muito cuidado com isso, pois pode te custar muito caro:

            Full range: Alcance total, serve para todos os tipos de avião;

            Mid range ou Park Flyer: Médio alcance, para modelos tamanho pequeno com voo a média distância, como Park Flyers e Shock Flyers;

            Short range ou indoor: Curto Alcance, para modelos indoor APENAS, geralmente seu alcance é restrito à poucas dezenas de metros (40 – 60m).

            Veja como isso é importante, pois caso você coloque um receptor de curto alcance em um planador, muito provavelmente você irá perder o sinal do rádio e consequentemente seu planador.

            Ser “short range” não significa custar mais barato, muito pelo contrário, as vezes os menores custam mais caros que um receptor “comum”.


            Número de canais

            O que você pensava ser o principal critério de escolha é apenas o quarto, pois se os três citados anteriormente não forem compatíveis, de nada adianta o Rx ter o número necessário de canais.

            Acredito que todos sabem que um canal significa, na maioria das vezes, uma função do aeromodelo, como: profundor, motor, flap, trem de pouso retrátil.... Caso você não saiba o motivo de alguns rádios terem tantos canais (10, 14, 18), leia este artigo.


            Tensão de alimentação (voltagem)

            Poucos se importam com isso, mas alguns receptores não foram feitos para funcionar com as modernas baterias de LIPO 2S (7,4V), e sim com as antigas de NI-MH (4,8 – 6,0V). Por isso é importante consultar a tensão de alimentação correta antes de comprar e ligar um Rx; geralmente nos modelos que aceitam LIPO 2S vêm escrito HV (high voltage). Vale lembrar que tanto o Rx quanto os servos devem ser compatíveis com a bateria usada.


            Tecnologia Serial

            Para grande parte dos modelistas ela não compensa ainda, porém, para modelos maiores pode valer a pena. Essa tecnologia basicamente funciona ligando TODOS os servos em um único canal (Y), e depois você programa cada servo para responder apenas ao comando desejado (aileron 1, profundor, leme); semelhante ao cabo USB do seu computador. Os únicos dois fabricantes que conheço até o momento com essa tecnologia disponível são: Futaba (SBUS) e JR (XBUS).
            Alguns receptores não possuem os canais normais, somente poucas conexões para se usar a tecnologia serial, cuidado ao comprar.


            Peso/tamanho

            Começamos com os critérios mais importantes, e agora vamos chegando aos pequenos detalhes.

            O peso pode ser algo crucial para certos aeromodelos, principalmente para os shock flyers indoor, e para isso, praticamente toda marca possui seu receptor levíssimos, e geralmente estes são “short range”, ou seja, para modelos indoor.



            Tão importante quanto saber tudo isso é consultar o manual do fabricante, pois só ele sabe tudo sobre o produto que vende. A grande maioria das suas perguntas podem simplesmente ser resolvidas com uma rápida pesquisa no site do fabricante, seja lá qual for ele. Ninguém, repito, ninguém sabe mais sobre algo do que a pessoa (ou empresa) que o projetou.



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            Agora você está apto a dizer qual é o melhor receptor para certo rádio e avião. Quer saber alguma coisa a mais? Pergunte aqui embaixo! Gostou ou discorda de algo escrito? Deixe seu comentário!



3 comentários:

  1. para avião de 1hg qual Rx e Tx devo usar e motor de quantos v e kv?

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    1. José, somente com esses dados fica impossível responder corretamente sua pergunta. Tente pesquisar um pouco mais sobre o hobby e ler os outros artigos deste site.

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  2. Muito legal o artigo.Gostei demais!Esclarecedor.Eu tenho o Fr Sky XJT( O mesmo do Taranis)nunca usei ,mas tem o SBUS. Deve ser serial também. Só para complementar quando uso aeromodelos de curto alcance ou indoor onde o peso é um fator importante e não tenho um micro receptor costumo usar um de médio ou longo alcance sem a capa plástica que recobre a placa revestindo-o com uma leve espuma de Etafon recoberta com material leve e isolante. Foi o recurso que utilizei num pastinha bem leve que construí como mostra a foto no Facebook .Fica levíssimo.Abração Douglas França.

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