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CONHEÇA O MOTOR GLOW POR DENTRO

Veja quais são as partes, a função de cada uma e seus principais problemas

IMAC, PRECISÃO ESCALA

Conheca mais sobre uma das principais categorias de acrobacia com aeromodelos

EXPERIÊNCIA COM A FEDEX

Após fazer uma compra na China, a encomenda chegou em 5 dias em casa, mas... SURPRESA !!!!

O TAMANHO IDEAL DA PISTA

Todos tem essa dúvida no momento de criar um campo de voo

Caiu por interferência mesmo?



            Quando digo que não usamos [ou compreendemos] nem metade das funções de nossos rádios, não é nenhum exagero. Você sabia que alterando o parâmetro “Power Setting”, a potência de transmissão - e consequentemente o alcance - do seu rádio podem ser reduzidos pela metade?




            Infelizmente esta informação não é amplamente divulgada, e isso pode ocasionar lenhas e problemas de funcionamento em seu sistema de rádio.

            Este artigo foi escrito em colaboração com o Márcio Barcellos, um leitor do site; e hoje, também meu amigo. O interesse pelo tema surgiu em uma investigação sobre a causa de uma lenha de um amigo nosso, que provavelmente foi ocasionada por isso.

            Nos rádios Futaba, eu sempre conheci um parâmetro colocado na mesma tela do bind, inserido de forma muito resumida: apenas “G” ou “F” como opções. Através do manual, descobri que isso significava General (Geral) ou France (França); mas até então era tudo que eu sabia: uma informação sem sentido algum.

            Tudo passou a fazer sentido quando o Marcio me enviou um e-mail explicando sobre a história da lenha e sugerindo este artigo.

            Em algumas regiões do mundo, a potência de transmissão para aeromodelos é limitada pela legislação, e este parâmetro faz exatamente isso. O que pode ser muito perigoso ao voar em ambientes com muitos ruídos ou à longas distâncias.

            Em geral, os rádios são fabricados com 200mW (0,2W) de potência de transmissão. Porém, na União Européia, deve ser limitada a 100mW; pior ainda é na França, com um máximo de 80mW.

            Agora, imagine o estrago que isso pode ocasionar caso você voe muito longe, como planadores ou jatos rápidos. Tenho certeza que esta pane já ocorreu muitas vezes, e em todas elas o quesito interferência foi o “culpado” pelo piloto.


            Abaixo seguem os parâmetros dos rádios Spektrum:

          A-EU 328: Para uso na União Européia (100mW);

         B-US 247: Para uso nos Estados Unidos e países não Europeus (200mW). Mantenha sempre seu rádio aqui;

        C-France: Para uso na França, presente em alguns rádios da linha Spektrum (80mW).


            Para Rádios Futaba:

            F (France): Para uso na França e países da União Européia (80mW);

      G (General): Para uso nos Estados Unidos e países não Europeus (200mW); mantenha sempre seu rádio aqui.


            Este artigo não tem motivos para ser longo, a parte principal é disseminar esta informação escondida e praticamente desconhecida sobre o item mais importante na segurança de voo.

            Vamos nos atentar mais, e principalmente ler os manuais e especificações técnicas de cada componente, pois um segundo de bobeira pode nos custar muito caro.


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            Você conhecia esta função “Power Setting”? O seu rádio possui este ajuste? Deixe seu comentário aqui embaixo !!!



Funções programáveis de um ESC



            O ESC (Eletronic Speed Control/Controlador eletrônico de velocidade) é o componente utilizado para controlar a velocidade [ou rotação] de um motor elétrico de aeromodelo. Sua função é de extrema importância, visto que em muitos casos, é ele também que fornece a energia utilizada pelos servos e receptor.




            Este artigo é um complemento do vídeo postado em nosso canal do You Tube, caso você ainda não tenha assistido, recomendo:





            Deixo também alguns outros artigos que podem te ajudar a compreender melhor este componente:


            - A Função do BEC;


            Abaixo irei descrever quais as funções programáveis de um ESC HK 60A, nenhum preciosismo quanto à escolha do ESC, pois na maioria dos casos as funções são as mesmas, alterando apenas a ordem ou modo de programação:


            Reconhecimento de curso: Em alguns casos, o ESC pode entender que o stick do rádio a 50% de potência, significa “full motor”; e isso é um grande problema, pois reduz a percepção do piloto sobre o voo. Nesta função você diz ao ESC qual o curso do stick, e assim ele pode trabalhar corretamente.

            Freio: Ao cortar o motor a hélice para de girar, mesmo com a força do vento ela continua travada. Sua função é permitir o fechamento das hélices retráteis/dobráveis (folding) e assim diminuir o arrasto aerodinâmico ocasionado por elas. Com o freio acionado, caso a hélice não feche, o arrasto será maior do que se ela estivesse girando. Com esta função acionada, seu motor consumirá [pouca] energia mesmo parado.

            Tipo de bateria: Seleciona entre as baterias de NI-MH e LIPO. Podemos dizer que hoje está função não é mais usual, pois praticamente todos os elétricos utilizam bateria de LIPO.

            Proteção por baixa tensão: Seleciona em qual tensão o ESC cortará a potência do motor para obrigar o piloto a pousar e assim proteger a vida útil da bateria. Tensão por célula: Baixa/low (2.8V), média/middle (3,0V) e alta/high (3,2V). Interessante lembrar que está não é a tensão que a bateria vai ter quanto em repouso, e sim a mínima tensão alcançada em uso.

            Recuperar padrão de fábrica: Retorna todas as funções do ESC para o padrão do fabricante, pode ser muito útil após mexer em várias configurações e não ter certeza do que fez. Está função também pode resolver boa parte dos problemas de programação de um ESC. Para saber qual a programação padrão, consulte o manual nos materiais de referência deste artigo.

            Ângulo de entrada do motor: Este parâmetro é extremamente técnico e depende da constituição interna do motor. Suas opções são: Automático (a mais recomendável), Low/Baixo (para motores inrunner, 2 polos) e high/alto (para motores outrunner, 6 ou mais polos). Em geral, não altere esta função, a não ser que tenha total certeza do que está fazendo.

            Partida do motor: É a velocidade para iniciar a rotação do motor, ou o tempo que este acionamento inicial demora. Super lenta (aproximadamente 1,5s) e lenta (mais de 1s) são indicados para motor com caixa de engrenagem e helicópteros. Normal/acelerado (acionamento instantâneo) para motores direct drive, ou seja, hélice acoplada diretamente no eixo do motor. Hélices com grande inércia pode pedir uma partida lenta, pois caso contrário podem “travar” no momento da partida.

            Modo helicóptero: Utilizado apenas para helicópteros, como foge do meu conhecimento e objetivo do site, me restrinjo a dizer isto.

            Sentido de rotação: A maneira mais comum de inverter o sentido do motor e alternar dois fios, porém, você também pode fazer isso com esta função caso os fios estejam inacessíveis ou soldados.

            Frequência de operação: Outro parâmetro extremamente técnico. Basicamente: 8kHz (motores de 2 polos), 16kHz (motores de com mais de 2 polos).

            Modo de proteção para baixa tensão: Quando a bateria atinge a tensão pré-programada, o motor irá cortar a potência do motor, e pode fazer isso de duas maneiras: Reduzindo gradativamente a rotação ou cortando abruptamente. Eu recomendo deixar em corte gradativo, assim o piloto pode tomar ciência do ocorrido e começar a preparar o procedimento de pouso.


            Estas são as funções programáveis via stick do rádio, ao utilizar o cartão de programação, algumas outras funções podem estar disponíveis.

            Em caso de qualquer dúvida, consulte sempre o manual do seu ESC, pois é lá que todas as informações técnicas estão reunidas.

           
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            Ainda está com dúvidas? Descobriu alguma função que ainda não conhecia? Deixe seu comentário aqui embaixo!



Dicionário do aeromodelista

  



Este texto tem caráter humorístico, e não informativo:


· Aeromodelista: Aquele curioso que pensa que sabe e entende de tudo sobre mecânica, elétrica, aerodinâmica e química.

· Agulha do carburador: Peça que a maioria não sabe regular, mas que todos gostam de fuçar. Também serve para suspeitarmos que há sujeira parada na linha de combustível.

· Alvará: Item de maior importância para uma decolagem bem-sucedida.

· Antena 2.4GHz: Primeira culpada pelas interferências no sistema de rádio.

· Asa: Parte difícil de ser transportada e que geralmente aparece furada.

· Ni-start (Aquecedor de vela): Serve principalmente para desconfiar que não está carregado, pedir emprestada ao colega e não devolver.

· Bequilha: Peça de arame com rodinha em borracha na ponta que nunca está alinhada na decolagem. Serve também para economizar hélices quando localizada no nariz do aeromodelo.

· CG: Ponto de equilíbrio sempre encontrado onde não deveria estar.

· Combustível: Material caro que é desperdiçado no abastecimento e geralmente é o “culpado” pelo piloto não conseguir regular seu motor.

· Carburador: Peça mágica necessária para um bom funcionamento do motor. Para a maioria, é composto apenas pela agulha de alta e de baixa.

· Cabrar: Ato desesperado de tentar consertar um erro de pilotagem. Não recomendável fazer quando em voo invertido.

· Caixa de campo: Objeto pesado e cheio de tranqueiras que nunca tem o que você precisa.

· Clube de voo: Local para levar os aeromodelos passear e fazer churrasco.

· Decolagem: Ato de arrancar o aeromodelo do chão bruscamente e ir para qualquer direção.

· Dederência: É o real motivo de 99% das “interferências” no rádio.

· Empenagem: Parte mais segura para se estar durante uma queda, pois geralmente é a única que sobra.

· Estol: Situação contrária à sustentação que acontece quando não deveria. Na maioria das vezes resulta em lenha.

· Gama de manobras: Sequência nunca seguida corretamente em campeonatos.

· Hélice: Parafuso do ar, responsável por 90% dos acidentes com dedo, peça descartável com validade de um voo.

· Helicóptero: Avião de rosca.

· Incidência: É a ciência do achômetro. Aquela parte que deve ser torta e você sabe disso, só não sabe como medir.

· Interferência: Palavra usada para se livrar da culpa de uma lenha. Geralmente acontece em momentos críticos, como decolagem e pouso.

· Lenha: Restos de um aeromodelo.

· Loja especializada: Local mágico adorado e odiado por todos os aeromodelistas. Buraco negro onde 80% de nossas economias são torradas.

· Mangueira: Peça que fura e endurece com grande frequência.

· Manicaca: Primeiro posto antes de tornar-se piloto. Os manicacas costumam fazer perguntas sem sentido e estragar tudo o que põe a mão.

· Manobra: Susto momentâneo levado pelo piloto ou pelos expectadores.

· Marcas: Responsável pelas maiores discussões em um clube.

· Modelo escala: Aeromodelo pesado, com características de voo ruins, e que lembram vagamente a aeronave real.

· Modelo esporte: Aeromodelo quadrado pilotado perigosamente por manicacas.

· Motor: Equipamento problemático que não gosta de funcionar corretamente na pista e perto dos amigos.

· Mecânico: Amigo que não sabe voar ou voa muito mal.

· Nariz: Parte frontal da aeronave comumente chamada de bico. Antes da queda, é o local do motor para a maioria dos aviões. Para modelos escala, é o local ideal para se encher de chumbo.

· Oficina: Local propício ao acúmulo de projetos. Também pode ser descrita como local que absorve todo o tempo livre do aeromodelista.

· Pouso: Ato de bater o trem de pouso no chão da maneira mais suave possível, geralmente é seguida de vários pulinhos e hélices quebradas.

· Queda: Toda agressão ao solo não enquadrada como pouso.

· Rádio: Equipamento principalmente utilizado para ostentação, o qual o piloto não utiliza 20% de suas funções e ainda diz que é ruim.

· Receptor: Menor e mais cara peça de um aeromodelo.

· Servo: Componente superdimensionado que mexe quando não deveria.

· Sustentação: Despesa com o hobby, dinheiro desviado do orçamento doméstico via caixa 2.

· Trem de pouso: Arame torto localizado na barriga do aeromodelo.

· Trem de pouso Retrátil: Responsável por 90% das manutenções. Seu funcionamento básico é: fecha no chão e não abre no ar.

· Starter: Equipamento economizador de dedos que atua de forma preventiva nas dores do braço.

· Tanque: Reservatório de combustível, terra e outras sujeiras.

· VCC: “Vião cum cordinha”.

· Voo invertido: Momento propício para cabrar o aeromodelo e resultar em uma lenha.

· Vela: Componente do motor que em conjunto com o ni-starter descarregado, causa pavor nos pilotos.


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32º Fesbraer 2017



            Aconteceu entre os dias 29 de abril e 1º de maio – no clube Asas do Vale, em Gaspar/SC – a 32ª edição do maior e mais antigo encontro de aeromodelismo do Brasil: O Fesbraer. O evento, como em todos os anos, contou com a participação de pilotos de todo o Brasil, e alguns estrangeiros.

            O local do evento é sempre uma atração à parte, pois possui uma infraestrutura completa para a prática do modelismo: avião, helicóptero, carro on-road, carro off-road, VCC e barcos; tudo isso em um espaço enorme com capacidade para muitas, mas muitas pessoas.

            Ao contrário do que eu imaginava, na sexta-feira a maioria dos pilotos já estavam presentes, e foi quando nossa cobertura começou. Pela noite um incrível “night fly” (voo noturno) misturou aeromodelos gigantes com a queima de fogos de artifícios, proporcionando imagens incríveis.

            Sábado, como esperado, foi o ápice do encontro, quanto praticamente todos os pilotos estavam com suas máquinas nos boxes. Aproximadamente 100 aeromodelos presentes com 130 inscrições de pilotos. A noite, o jantar reuniu todos para confraternizar mais um ano de sucesso.

            O tempo ficou perfeito em todos os dias, apesar do vento gelado e temperatura baixa, um incrível “céu de brigadeiro” reinou todo o tempo: nenhuma nuvem.

            Ano passado também estivemos presentes, a diferença para este ano é que conseguimos uma credencial de imprensa, o que nos permitiu retratar com maior fidelidade o já tradicional Festival Brasileiro de Aeromodelismo.

            Depois de uma jornada de dois eventos cobertos com total sucesso, em finais de semanas seguidos, só nos resta a saudade de respirar aeromodelismo a todo momento. Que venham as próximas coberturas!!!

            Nosso muito obrigado a todos que nos apoiaram: Clube Asas do Vale e Cobra, e que nos patrocinaram: Seu Hobby, Audiotec Hobby, Gaba Hobby Center e Flying Circus.

            As melhores fotos você vê aqui embaixo, e todas elas estão em nossa álbum do Facebook:
















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            O que você achou do 32º Fesbraer? Queria ter ido e não foi? Ano que vem tem mais. Não esqueça de deixar seu comentário aqui embaixo!